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Hoje tem perdas de urina. E amanhã já não tem!
O número de mulheres que sofre de incontinência urinária numa fase da sua vida é bem maior do que o que se pode imaginar - só nos Estados Unidos da América este número ascende a mais de 13 milhões de mulheres de todas as idades. É duas vezes mais comum nas mulheres do que nos homens.
Se estes dados a surpreendem, isso deve-se provavelmente ao facto de a incontinência urinária (perda súbita e não intencional de urina) ser uma daquelas coisas sobre as quais é particularmente difícil falar. Pode ser um incómodo. Pode ser embaraçoso. Pode ser desconfortável. Mas por vezes, é muito mais do que isso - a incontinência urinária pode limitar a sua vida a ponto de a fazer restringir ou evitar a actividade física, as viagens ou as relações sociais.
Mas temos boas notícias: existem várias opções de tratamento. O Suporte sem Tensão para Incontinência TVT* é um tratamento rápido (a cirurgia normalmente demora menos de 30 minutos), simples e minimamente invasivo apropriado para algumas mulheres que sofrem de incontinência urinária de esforço. O procedimento pode ser realizado sob anestesia local e o período de recuperação após o procedimento é curto - a maioria das mulheres retoma a rotina diária logo ao fim de um dia ou dois. Esta técnica cirúrgica tem uma taxa muito reduzida de complicações e as cicatrizes cirúrgicas são praticamente inexistentes. Com um perfil de segurança excelente e uma taxa de êxito elevada (um estudo recente1 demonstra que após 7 anos, 98% das mulheres referem estarem satisfeitas com o tratamento, continuando sem perdas ou com uma melhoria significativa das perdas urinárias), este tratamento permite corrigir a incontinência urinária de esforço de modo a poder assumir o controlo da sua vida. Obtenha já mais informações sobre o TVT
O que é a incontinência urinária?
A incontinência, definida de forma simples, é a saída não controlada de urina da bexiga. Nas mulheres, a incontinência ocorre normalmente devido a problemas nos músculos que ajudam a reter ou libertar urina. Estão envolvidos neste processo três conjuntos de músculos:
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Músculos da bexiga. A bexiga, um órgão em forma de balão, é o local onde o organismo armazena a urina (água e resíduos removidos pelos rins). Durante a micção, os músculos da parede da bexiga contraem-se, forçando a urina a sair da bexiga e a entrar na uretra, que é o canal através do qual a urina sai do corpo.
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Músculos do esfíncter. Os músculos do esfíncter estão situados na base da bexiga. Estes músculos relaxam-se para abrir a uretra, que é o canal que transporta a urina da bexiga até uma abertura situada na parte da frente da vagina, e depois contraem-se para fechar a uretra e interromper o fluxo de urina.
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Músculos do pavimento pélvico. Estes músculos suportam o útero e os órgãos do tracto urinário inferior, incluindo a bexiga e o recto.
Pode ocorrer incontinência se os músculos da sua bexiga se contraírem subitamente, se os músculos que rodeiam a uretra se relaxarem subitamente ou se houver um enfraquecimento dos músculos pélvicos.
Ilustração dos músculos pélvicos femininos (vista frontal)
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Ilustração dos músculos pélvicos femininos (vista lateral)
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Se achar que tem incontinência urinária, é importante que fique a saber que ela pode ser tratada - que não é obrigada a "viver com ela."
Tratamento
Hoje existem muitas opções de tratamento minimamente invasivas que a podem ajudar a assumir o controlo desta condição e melhorar a qualidade da sua vida. As informações incluídas nesta área do site SaudedaMulher.com.pt irão pôr à sua disposição os factos e os instrumentos básicos, que a ajudarão a compreender a incontinência urinária nas mulheres, considerar as suas opções de tratamento e fazer com que seja mais fácil discuti-las com o seu médico ou com o profissional de cuidados de saúde que a acompanha.
Mais informações sobre a incontinência urinária e a forma como esta condição é diagnosticada
Mais informações sobre opções de tratamento da incontinência urinária.
Ver mais informações sobre a incontinência urinária nas mulheres (PDF: 18 KB).
1 Nilsson et. al., 7 Year Follow-up on the Tension-free Vaginal Tape (TVT) Procedure; International Urology, IUGA Abstract #116 (89): Outubro de 2003.
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