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Como são tratados os fibromiomas e quais são as opções de tratamento disponíveis?



O tratamento dos fibromiomas que mais se adequa ao seu caso vai depender de muitos factores - dos seus sintomas e do efeito que eles têm na sua vida, do tamanho dos fibromiomas, da sua idade e dos planos que fez para engravidar, assim como das suas expectativas de tratamento.

Se os fibromiomas não causarem sintomas, não é necessário qualquer tratamento, e pode sentir-se confortável com a abordagem "esperar para ver". O prestador de cuidados de saúde que a acompanha irá verificar os fibromiomas durante as consultas de rotina, para ver se eles estão a crescer. Sintomas ocasionais ou ligeiros podem, por vezes, ser tratados de forma simples com analgésicos de venda livre ou receitados.

No caso de sintomas mais graves, dispõe de várias opções cirúrgicas e não cirúrgicas que podem ser consideradas e que são descritas a seguir.


Opções não cirúrgicas

  • Terapêutica hormonal - Uma forma de reduzir os sintomas consiste em tomar um tipo de medicação denominada agonista da Gn-RH (hormona libertadora de gonadotropina). Estas hormonas fazem com que os fibromiomas mirrem, através de um bloqueio da produção de estrogénios. É um tratamento de curto prazo, que normalmente não dura mais de 3-6 meses, voltando os fibromiomas a aparecer depois de o tratamento ser interrompido. Além disso, a terapêutica hormonal pode ter efeitos secundários adversos, incluindo aqueles que estão associados à menopausa induzida, como, por exemplo, afrontamentos, secura vaginal, insónia, irritabilidade e depressão. É por este motivo que, regra geral, estes medicamentos só são utilizados quando uma mulher está perto da menopausa, ou já está na menopausa, ou então com o objectivo de fazer com que os fibromiomas mirrem e diminuir a hemorragia antes da cirurgia.

  • Embolização da artéria uterina - Este procedimento é uma das abordagens não cirúrgicas mais recentes para o tratamento dos fibromiomas, mas ainda está numa fase experimental, pelo que os seus resultados a longo prazo são ainda desconhecidos. Durante uma embolização, o médico - normalmente um especialista em radiologia - utiliza imagens radiográficas para orientar um tubo estreito (cateter) ao passar dentro de uma artéria da perna em direcção às artérias do útero que transportam o sangue para os fibromiomas. Uma vez posicionado o cateter, o médico introduz partículas minúsculas de plástico dentro da artéria uterina. Formam-se então coágulos em volta das partículas, bloqueando o fluxo de sangue para o fibroma. Sem o aporte de sangue, o fibroma mirra ou desaparece com o passar do tempo.

Opções Cirúrgicas

  • Miomectomia - Uma miomectomia é um procedimento cirúrgico destinado a remover fibromiomas do útero, deixando o útero intacto. É uma boa opção para as mulheres que pretendem preservar a sua fertilidade. Uma miomectomia tradicional é feita através uma incisão aberta, longa, no abdómen. Alguns cirurgiões realizam miomectomias utilizando técnicas menos invasivas, que lhe permitirão curar-se rapidamente e que produzem o mínimo de cicatrização. Entre estas incluem-se a miomectomia laparoscópica (realizada através de pequenas incisões no abdómen) ou a miomectomia histeroscópica (realizada através da vagina e do colo do útero, sem qualquer incisão). Pergunte ao seu médico se estas opções menos invasivas são adequadas ao seu caso.

    Calcula-se que em 25-50% das mulheres que foram submetidas a miomectomia podem crescer fibromiomas novos (Fonte: Minkin MJ e Wright CV. The Yale Guide to Women's Reproductive Health. New Haven, CT: Yale University Press; 2003:205. ISBN: 0-300-09820-0). O procedimento também é de execução ligeiramente mais difícil do que a histerectomia e pode causar mais perda de sangue. Outros riscos potenciais incluem infecção, lesões em órgãos vitais e, em casos raros, perfuração do útero.

    As miomectomias também estão associadas a uma taxa elevada de formação de aderências. As aderências são constituídas por tecido cicatricial que se desenvolve internamente no local da cirurgia e pode fazer com que os órgãos internos fiquem ligados uns aos outros; por vezes, podem causar dor pélvica e infertilidade. As técnicas cirúrgicas modernas podem ajudar a reduzir as aderências, e os cirurgiões também podem colocar uma barreira sobre o local, para impedir que os órgãos fiquem unidos. Esta barreira vai-se dissolvendo gradualmente à medida que vai cicatrizando. Antes de fazer uma miomectomia, não se esqueça de falar com o seu médico sobre tudo o que pode ser feito para evitar a formação de aderências.

    Mais informações sobre aderências pélvicas.

    Mais informações sbore a Barreira Absorvível Anti-aderências INTERCEED (TC7) na prevenção da formação de aderências.

  • Miólise - Outro procedimento experimental ainda em fase de estudo. Implica a utilização de laser, corrente eléctrica ou congelamento para destruir fibromiomas durante um procedimento laparoscópico.
  • Histerectomia - Uma histerectomia é a remoção cirúrgica do útero e é o único tratamento definitivo dos fibromiomas. Uma histerectomia tradicional é um cirurgia major invasiva, que requer anestesia geral, um internamento de 3-6 dias no hospital, e até 6 semanas de tempo de recuperação. Após uma histerectomia não poderá nunca engravidar. Se, além do útero, também forem removidos os ovários, pode vir a ter os sintomas que estão associados à menopausa - afrontamentos, insónia, secura vaginal, irritabilidade ou depressão - a menos que inicie a terapêutica de substituição de estrogénios logo a seguir à cirurgia. A histerectomia é uma forma comum de tratar os fibromiomas - talvez demasiado comum. Muitas das 600.000 histerectomias realizadas nos EUA todos os anos podem ser desnecessárias.

    Por todos estes motivos, é importante que fale com o seu médico acerca de opções de tratamento menos invasivas. Se você e o seu médico decidirem que a histerectomia é a melhor opção, convém saber que existem abordagens cirúrgicas menos invasivas que podem minorar as dores pós-operatórias, o tempo de recuperação e as cicatrizes, em comparação com o método tradicional, de cirurgia de "barriga aberta".

    Mais informações sobre diferentes tipos de histerectomia, que incluem técnicas menos invasivas e mais conservadoras ou a comparação de opções de tratamento da histerectomia.

    Comparar as opções de tratamento de fibromiomas uterinos.

    Que factores devo ter em consideração quando ponderar as opções de tratamento disponíveis?

    Que perguntas devo fazer ao meu médico?

Nunca se esqueça de que estar bem informada sobre um assunto, e fazer perguntas sobre questões que são tão importantes para si, é a melhor forma de ter a certeza de que está a tomar a melhor decisão possível.




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National Uterine Fibroids Foundation

American College Of Obstetricians And Gynecologists

The National Women's Health Information Center

National Women's Health Resource Center

MEDLINEplus Uterine Fibroids

American Association for Gynecologic Laparoscopists





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